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Revogação da Lei de Alienação Parental: esclarecimentos jurídicos sobre o PL 2.812/2022
A recente tramitação do PL nº 2.812/2022, que propõe a revogação integral da Lei nº 12.318/2010 (Lei de Alienação Parental), reacendeu debates intensos no Direito de Família. Diante da desinformação que tem circulado, é fundamental esclarecer juridicamente o que está em discussão e o que efetivamente está em risco. A alienação parental não nasce da lei. Trata-se de um fenômeno psicológico e social reconhecido pela doutrina, pela jurisprudência e pela prática forense. A Lei 12
Thais Marachini
9 de jan.2 min de leitura


Guarda compartilhada de animais: o deslocamento do Direito da coisa para o afeto
O Direito de Família sempre evoluiu a partir da vida concreta. Primeiro, rompeu com a centralidade do patrimônio; depois, reconheceu vínculos para além da biologia; agora, enfrenta um novo desafio: a tutela jurídica do vínculo afetivo entre humanos e animais de estimação após o rompimento das relações conjugais. Embora o Código Civil ainda classifique os animais como bens semoventes (art. 82), a jurisprudência tem demonstrado clara insuficiência dessa categoria para resolver
Thais Marachini
9 de jan.4 min de leitura


Planilha de despesas: ajustando os alimentos à realidade de cada filho
A fixação da verba alimentar permanece como um dos temas mais sensíveis do Direito de Família. Embora a necessidade dos filhos menores seja juridicamente presumida, sua quantificação não pode ser arbitrária, tampouco dissociada da realidade econômica dos genitores. O art. 1.694, §1º, do Código Civil consagra o trinômio necessidade–possibilidade–proporcionalidade, impondo ao intérprete uma análise concreta do padrão de vida familiar. Os filhos devem viver conforme as condições
Thais Marachini
9 de jan.5 min de leitura


Casamento religioso com efeito civil no Brasil?
A pluralidade religiosa brasileira e a crescente personalização das cerimônias matrimoniais reacendem uma dúvida recorrente no Direito de Família: quem pode celebrar casamento religioso com efeito civil e quais são seus reais efeitos jurídicos? O ordenamento jurídico brasileiro admite o casamento religioso, o fundamento legal encontra-se no art. 1.515 do Código Civil , que condiciona ao cumprimento das exigências legais e ao devido registro no Registro Civil. Do ponto de vis
Thais Marachini
9 de jan.2 min de leitura


Contrato de Namoro: formalismo excessivo ou instrumento legítimo de proteção patrimonial?
As transformações sociais ocorridas nas últimas décadas alteraram profundamente a forma como os vínculos afetivos são estabelecidos. Relacionamentos prolongados, sem casamento ou registro formal, tornaram-se cada vez mais comuns. Contudo, o Direito de Família continua atribuindo efeitos jurídicos relevantes a determinadas formas de convivência, independentemente da nomenclatura adotada pelas partes. Nesse contexto, o contrato de namoro surge como um instrumento jurídico prev
Thais Marachini
9 de jan.2 min de leitura


A Volta às Aulas e os Materiais Escolares: Uma Despesa Extraordinária a Cargo de Ambos os Pais
Introdução: Além da Pensão Básica O fim das férias escolares marca não apenas o retorno das crianças à rotina de estudos, mas também o início de um ciclo de despesas significativas e previsíveis. Enquanto a pensão alimentícia regular cobre necessidades cotidianas como alimentação, moradia e vestuário, os custos com material escolar, uniformes, taxas de matrícula e atividades extracurriculares representam despesas extraordinárias que exigem atenção especial no âmbito do Direi
Thais Marachini
16 de dez. de 20253 min de leitura


Ajuste Automático ou Revisão Judicial? O Impacto do Novo Salário Mínimo de R$ 1.621,00 na Pensão Alimentícia em 2026
A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor o novo salário mínimo nacional de R$ 1.621,00, estabelecido pela Lei 14.831/2024. Este reajuste, de aproximadamente 14,8%, não é apenas uma mudança econômica, mas um evento jurídico de significativo impacto no Direito de Família, especialmente para os milhões de brasileiros envolvidos em obrigações de pensão alimentícia. Este artigo analisa os efeitos práticos e legais do aumento, diferenciando os casos de reajuste automático
Thais Marachini
16 de dez. de 20253 min de leitura


DESAFIOS SUCESSÓRIOS, PROTEÇÃO DA PERSONALIDADE E A INSERÇÃO DOS CRIPTOATIVOS À LUZ DA JURISPRUDÊNCIA RECENTE DO STJ
A consolidação da sociedade digital transformou profundamente a forma como indivíduos produzem, armazenam e acumulam patrimônio. A vida contemporânea não se limita mais a bens corpóreos ou valores depositados em instituições financeiras tradicionais, mas se projeta em um vasto universo virtual composto por ativos digitais, dados pessoais, conteúdos armazenados em nuvem e criptoativos descentralizados. Nesse contexto, emerge a herança digital como um dos temas mais desafiador
Thais Marachini
16 de dez. de 20254 min de leitura


Seguro de Vida é Herança? Entenda de Forma Simples e Evite Erros no Inventário
Quando alguém falece, uma das dúvidas mais comuns da família é: 👉 “O valor do seguro de vida entra no inventário?” 👉 “Esse dinheiro será dividido entre os herdeiros?” Essas perguntas são muito importantes e a resposta pode evitar conflitos familiares, atrasos no inventário e até prejuízos financeiros. A verdade é que seguro de vida e herança NÃO são a mesma coisa , e a legislação brasileira deixou isso ainda mais claro com a nova Lei nº 15.040/2024 , que entrou para moder
Thais Marachini
15 de dez. de 20253 min de leitura


Alterar o Regime de Bens do Casamento é Possível? Entenda de Forma Simples
Muita gente acredita que o regime de bens escolhido no casamento é algo “para sempre”. Mas a verdade é que, hoje, a lei permite que o casal mude esse regime no decorrer da vida conjugal — e isso pode fazer toda a diferença na organização financeira e patrimonial da família. O regime de bens não é apenas um detalhe: ele define como o patrimônio será administrado, dividido e protegido. Por isso, entender como ele funciona é essencial para casais que desejam segurança jurídica e
Thais Marachini
9 de dez. de 20253 min de leitura


Descobri Bens Ocultos Depois do Divórcio ou Inventário: E Agora? Entenda a Sobrepartilha e Como Proteger Seus Direitos
Descobrir que existiam bens “escondidos” depois do divórcio ou do inventário é mais comum do que parece e, infelizmente, causa prejuízo sério para quem deveria receber sua parte justa. O que muita gente não sabe é que a lei protege quem foi lesado e permite reabrir a divisão de bens para incluir tudo aquilo que ficou de fora. Esse procedimento tem nome: sobrepartilha . Se você encontrou bens que não foram partilhados, valores que não foram declarados ou até mesmo descobriu c
Thais Marachini
8 de dez. de 20254 min de leitura


O caso “NARCISA E BONINHO” e a nova Lei do Abandono Afetivo (LEI 15.240/2025)
O caso envolvendo as declarações públicas de Narcisa Tamborindeguy sobre a ausência paterna de Boninho reacendeu uma discussão que deixou de ser apenas moral ou emocional: o abandono afetivo agora é ilícito civil expressamente previsto em lei . Com a sanção da Lei 15.240/2025 , o Estatuto da Criança e do Adolescente foi alterado para afirmar que os pais têm dever jurídico de prestar assistência afetiva , cuja ausência pode gerar indenização , além de repercussões em guarda
Thais Marachini
5 de dez. de 20252 min de leitura


ESTELIONATO SENTIMENTAL: quando o amor vira golpe e como você pode se proteger e recuperar seu dinheiro
1. Introdução: Por que esse golpe cresce tanto? O estelionato sentimental acontece quando uma pessoa finge afeto, constrói um vínculo emocional e usa essa relação para obter dinheiro, presentes, pagamentos, empréstimos ou vantagens . É o famoso: “Ele nunca me amou… só me usou.” ou “Ela me arrancou tudo e depois sumiu.” Esse tipo de situação NÃO é apenas “decepção amorosa”. É crime. É fraude. É manipulação psicológica para ganho financeiro. E a boa notícia? ➡ A lei protege a
Thais Marachini
5 de dez. de 20253 min de leitura


SEGURO DE VIDA: Como Funciona, Quem Tem Direito E Por Que Ele É Essencial No Planejamento Familiar E Sucessório
O seguro de vida é um dos instrumentos mais eficientes e menos compreendidos de proteção patrimonial, familiar e sucessória. Muitas famílias desconhecem seus direitos, a forma correta de requerer a indenização, as regras legais que regulam o contrato e até mesmo como descobrir se o falecido possuía seguro. A falta de informação gera perda de prazos, brigas familiares, pagamentos indevidos de impostos e até negativa de indenizações que seriam devidas. 1. O que é Seguro de Vi
Thais Marachini
4 de dez. de 20255 min de leitura


Como os Herdeiros Podem Utilizar os Bens do Espólio para Cuidar do Inventário com Segurança e Respeito
Quando um ente querido falece, a família enfrenta duas jornadas ao mesmo tempo: o processo emocional do luto e a necessidade prática de resolver questões patrimoniais.Nesse momento sensível, é comum surgir uma dúvida angustiante: “Como vamos pagar o inventário se não temos dinheiro agora?” A boa notícia ainda pouco divulgada é que a legislação brasileira permite que os próprios bens deixados pelo falecido sejam utilizados para custear todas as despesas do inventário , incluin
Thais Marachini
4 de dez. de 20254 min de leitura


Concepção Post Mortem e o Direito Sucessório: Interpretação dos Artigos 1.597 e 1.798 do Código Civil
Com os avanços da reprodução assistida, surgiram novas questões jurídicas envolvendo a possibilidade de filhos serem concebidos após a morte de um dos genitores. A chamada concepção post mortem – ou póstuma – ocorre quando o material genético do falecido é utilizado para fecundação após sua morte, dando origem a um filho que nunca conviveu com o genitor. Tal fenômeno gera dúvidas importantes no campo do Direito das Sucessões , principalmente quanto ao direito hereditário des
Thais Marachini
2 de dez. de 20253 min de leitura


Colação no Inventário: Igualdade entre Herdeiros, Obrigações, Procedimento e entendimentos do STJ
A colação é um dos institutos mais importantes e, ao mesmo tempo, menos compreendidos no Direito das Sucessões. Quando um ascendente faz doações a seus descendentes em vida, surge uma consequência jurídica futura: na abertura da sucessão, o valor dessas liberalidades deve ser levado em consideração para que a partilha seja justa. Muitos litígios familiares se originam justamente da incompreensão de como funciona a colação, quem deve colacionar e o que acontece quando o herd
Thais Marachini
28 de nov. de 20255 min de leitura


Inventário e Arrolamento: Guia Completo para Escolher o Procedimento Sucessório Adequado
1. Introdução: A Necessidade de Organização do Patrimônio Pós-Morte A perda de um ente querido representa não apenas uma ruptura afetiva, mas também o início de uma obrigatória reorganização patrimonial. No direito brasileiro, essa transição se materializa através de dois principais instrumentos: o Inventário e o Arrolamento . Embora compartilhem a finalidade de transferir os bens do falecido aos seus sucessores, diferenciam-se radicalmente em requisitos, prazos, custos e
Thais Marachini
28 de nov. de 20254 min de leitura
Penhora no Rosto dos Autos, Direitos Hereditários e Bem de Família: Análise do AREsp 2.867.037/SC (STJ, 2025)
O Superior Tribunal de Justiça tem enfrentado situações cada vez mais complexas envolvendo execução , herança , penhora no rosto dos autos e a impenhorabilidade do bem de família (Lei 8.009/90). A decisão proferida no Agravo em Recurso Especial 2.867.037/SC (2025) traz reflexões relevantes sobre: a natureza jurídica dos direitos hereditários antes da partilha , o alcance da proteção do bem de família , e, principalmente, o interesse processual para pleitear a declaração d
Thais Marachini
25 de nov. de 20253 min de leitura
A Sucessão no Regime de Separação Obrigatória de Bens e a Inexistência de Concorrência com os Descendentes: Análise do REsp 1.974.867/SP (STJ, 2022)
O regime da separação obrigatória de bens, previsto no art. 1.641 do Código Civil, sempre foi um ponto de forte debate no Direito de Família e Sucessões, especialmente no que diz respeito à posição sucessória do cônjuge ou companheiro sobrevivente . Após a inconstitucionalidade do art. 1.790 do Código Civil, declarada pelo STF, equiparando a sucessão do companheiro à do cônjuge, reacendeu-se a discussão sobre o papel do sobrevivente no regime da separação legal. O julgamento
Thais Marachini
25 de nov. de 20253 min de leitura
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