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O Papel do Protutor no Direito de Família

  • Foto do escritor: Thais Marachini
    Thais Marachini
  • 20 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

No ordenamento jurídico brasileiro, a tutela é um instituto fundamental para garantir a proteção de menores que não possuem pais vivos ou que tiveram o poder familiar destituído. No entanto, para assegurar que a tutela seja exercida de forma responsável e sem abusos, o Código Civil prevê a figura do protutor, um fiscal nomeado pelo juiz para acompanhar a administração do tutor.


O protutor desempenha um papel essencial na fiscalização da tutela, garantindo que os direitos e interesses do menor sejam preservados e que o patrimônio a ele pertencente seja gerido de maneira correta.


O Que Diz a Legislação?


O artigo 1.742 do Código Civil estabelece:


"Para fiscalização dos atos do tutor, pode o juiz nomear um protutor."


Dessa forma, o protutor atua como um fiscal da atuação do tutor, servindo como um mecanismo de controle para evitar qualquer tipo de negligência, abuso ou má administração dos bens pertencentes ao tutelado.


Quando o Protutor é Nomeado?


A nomeação do protutor ocorre por decisão judicial e pode ser aplicada nos seguintes casos:


🔹 Quando há suspeitas sobre a idoneidade do tutor;

🔹 Quando o menor possui patrimônio relevante que necessita de uma fiscalização mais rigorosa;

🔹 Quando há necessidade de garantir que a educação, saúde e bem-estar do menor estejam sendo respeitados;

🔹 Quando terceiros (familiares ou Ministério Público) solicitam maior controle sobre os atos do tutor.


Quais São as Funções do Protutor?


O protutor tem como principal função acompanhar e fiscalizar os atos do tutor, garantindo que ele cumpra suas obrigações com responsabilidade. Entre suas atribuições, destacam-se:


Verificar a administração do patrimônio do tutelado, garantindo que os bens sejam geridos corretamente e sem prejuízo ao menor.

Relatar ao juiz qualquer irregularidade ou indício de desvio de recursos, negligência ou abuso por parte do tutor.

Prestar informações ao Ministério Público sempre que houver necessidade de intervenção.

Garantir o cumprimento das obrigações do tutor, especialmente no que se refere à educação, saúde e qualidade de vida do menor.


Consequências da Má Gestão do Tutor


Caso o tutor cometa irregularidades na administração dos bens do menor ou deixe de cumprir suas obrigações, o protutor pode relatar a situação ao juiz, que poderá tomar as seguintes medidas:


🚨 Advertência ao tutor para corrigir as falhas;

🚨 Exoneração do tutor, nomeando outra pessoa para a função;

🚨 Abertura de investigação para apuração de crimes, caso haja indícios de apropriação indevida dos bens do menor.


Conclusão


A nomeação do protutor é uma medida que reforça a proteção dos direitos do menor tutelado, garantindo que a tutela seja exercida de maneira ética e responsável. Sua presença proporciona mais segurança para o tutelado e evita que possíveis abusos comprometam seu patrimônio ou bem-estar.


Dessa forma, o sistema jurídico assegura que o exercício da tutela seja transparente e que o interesse do menor seja sempre priorizado.


🔹 Tem dúvidas sobre tutela, protutor e responsabilidades legais? Fale com um advogado especializado para garantir a melhor proteção para sua família.


📱 WhatsApp: (19) 9.9278-5069 | ✉ E-mail: thais_marachini@hotmail.com


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©2021 por Advogada Thais Marachini

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